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Publicado em domingo, 11 de dezembro de 2016 às 07:05 Histórico

Paixão com toque sobrenatural

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Após vampiros e lobisomens, parece que a nova aposta de romance sobrenatural de Hollywood está nos ombros de anjos. Os seres celestiais estão espalhados pelas páginas de Fallen, lançado originalmente em 2009 – chegando ao Brasil um ano depois – bem no meio do hype de Crepúsculo. A história chegou aos cinemas na quinta-feira com o objetivo de agradar aos fãs da saga e tentar mostrar potencial para o público geral.

No conto, Luce é enviada ao colégio interno de Sword & Cross, onde vivem jovens problemáticos. Ela diz ter alucinações, além de se sentir conectada de maneira especial com o misterioso Daniel. Os destinos dos personagens, incluindo o bad boy Cam, se mistura há séculos e revela a briga de anjos na Terra.

“Não é uma batalha entre o bem e o mal, mas, sim, tendo o amor no meio de tudo. A questão dos anjos caídos e sobre o fato de eles terem que abrir mão de algo maior pelo amor é diferente”, diz a autora norte-americana Lauren Kate, que esteve no Brasil na semana passada para divulgar o filme, ao qual confessou já ter visto entre 15 e 16 vezes. “Os leitores sabem o que querem do filme, assim como eu.”

Ela explica que seu maior objetivo foi tentar humanizar os personagens, sejam eles anjos ou demônios, e trabalhar suas complexidades. Uma acadêmica religiosa a ajudou na pesquisa e lhe aconselhou a pegar os elementos que mais achasse interessantes para trabalhar, uma vez que há várias ‘verdades’ não conclusivas em livros sobre o tema. 

Lauren teve a companhia da atriz Addison Timlin (com participações modestas no filme Namoro ou Liberdade e no seriado Californication) em sua passagem pelo País. “Estava meio obcecada com a questão da luxúria e foi em busca da mulher que merecesse esse amor que encontrei Luce”, afirma a escritora. “Não sei se tive inspirações, pois é uma personagem única. Só queria que ela não fosse alguém que já vimos antes e que está dividida entre amores. Luce é dona de seu destino e livre para amar”, comenta Addison sobre seu papel como a protagonista.

Sobre a pressão de levar Fallen para as telonas, a atriz está preparada. “Senti a responsabilidade porque sei como é se apegar a uma história e imaginar tudo na cabeça. Só quero trazer a personagem da maneira que seja melhor. Segui minha verdade”, diz, revelando que o terceiro livro, Paixão, é seu preferido da série. Sequências devem ser trabalhadas caso o filme renda boa bilheteria, então os fãs contam com a ajuda dos anjos para que o longa-metragem tenha suas salas lotadas em todo o mundo.

Triângulo amoroso entre anjos tem tom ‘meloso’

A chegada de Fallen aos cinemas tenta ressuscitar o público viúvo deixado por Crepúsculo. Com elementos sobrenaturais aos montes, a comparação é inevitável, sem contar a presença do triângulo amoroso entre Luce, Daniel e Cam. O longa-metragem tem como ponto central o amor e os obstáculos que os envolvidos estão dispostos a enfrentar – no caso, a briga celestial entre anjos e demônios com a mocinha no meio de tudo.

Os adolescentes podem se empolgar com a trama, tendo Luce chegando ao colégio interno de Sword & Cross e pronta para se sentir uma excluída no meio de outros jovens problemáticos. As pequenas revelações que são feitas tentam injetar certa tensão na história, mas são poucos os momentos em que o artifício dá certo. 

O ambiente criado pelo diretor Scott Hicks (de Shine – Brilhante, de 1996, e Um Homem de Sorte, de 2012) busca impor mistério e lembra clipes de metal, caso da banda islandesa Nightwish. A produção é benfeita, cabendo ao roteiro – pouco intrigante – o desafio de deixar o público acordado. É um filme ‘água com açúcar’ com toque angelical que falta brilho. 



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