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Maneiras de ver um clássico

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Luís Felipe Soares

18/12/2016 | 07:05


O universo sci-fi criado por Masamune Shirow continua relevante. No fim dos anos 1980, o escritor japonês chamou a atenção do público com sua visão de um mundo conectado à rede mundial de computadores – antecipando o que viria a ser a internet quase uma década depois – que produz seres de inteligência artificial e dita o rumo do futuro que rodeia o ano de 2029. Tudo isso faz parte de The Ghost in The Shell, a principal obra de Shirow e que influenciou muitas produções ‘modernas’, principalmente depois do estouro mundial da versão em animê. 

Como o que é importante nunca é esquecido, o material em quadrinhos finalmente ganha versão em português. A Editora JBC, responsável por trazer ao Brasil sagas como Samurai X, Yu-Gi-Oh! e Fullmetal Alchemist, aproveitou a montanha de informações de cultura pop que passou pela Comic Con Experience deste ano para fazer o lançamento. The Ghost in The Shell (352 páginas, R$ 64,90, em média) está disponível em livrarias e lojas especializadas e tem capacidade de reviver certo brilho de um dos mais instigantes contos orientais contemporâneos.

A trama gira em volta da major Motoko Kusanagi, policial meio humana, meio robô que atua em enorme cidade japonesa nessa realidade distópica desenvolvida e ilustrada por Shirow. Os acontecimentos revelam mundo no qual as pessoas conseguem ser programadas como se fossem computadores e a jornada da personagem faz com que o leitor comece a questionar de que forma a união entre o real e o cibernético pode afastar a todos de suas verdadeiras almas e essência. 

As discussões ganham força em meio às ações policiais de Motoko, no jogo político que toma conta da megalópole e em como esses elementos futuristas influenciam toda a sociedade. Ao contrário do que ocorre no animê, o enredo não é 100% ‘sério’ e abre espaço, em determinados momentos, para a sexualização, principalmente da protagonista. Demora para que o ritmo atraia o público e o jogue nos questionamentos que deram fama à obra. Os desenhos são burocráticos e há poucas artes coloridas.

Grande parte do sucesso do conto veio graças ao ótimo trabalho do diretor Mamoru Oshii ao adaptar as páginas para a animação – que chegou ao Brasil na época com o nome O Fantasma do Futuro. O cineasta voltou a se envolver com a história neste ano, quando visitou os bastidores do longa-metragem Vigilante do Amanhã: Ghost in The Shell, com estreia agendada para 31 de março. Nas telonas, a policial cibernética será vivida por Scarlett Johansson e os materiais de divulgação do filme têm se mostrado fiéis ao animê. Parece que todas as mídias contam com espaço para Motoko. 



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