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Publicado em domingo, 1 de janeiro de 2017 às 07:10 Histórico

Mario com muito fôlego para correr

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Mario é o maior símbolo dos videogames. Criado há 35 anos, o personagem nasceu como vilão, se tornou herói na era do NES (primeiro console da Nintendo), disputou popularidade com Sonic na década de 1990, ganhou aspecto 3D com a modernidade e é um dos chamarizes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020. Mas novidades não param de aparecer no caminho do encanador italiano.

O mais recente desafio é Super Mario Run, que marca sua estreia no mercado mobile e é a primeira grande aposta da Nintendo entre tablets e smartphones. Ainda com exclusividade para o sistema iOS – e com previsão para chegar ao mercado Android no primeiro semestre –, o jogo foi lançado em 15 de dezembro e já bateu a marca de 50 milhões de downloads em todo o mundo.

A ideia é simples: o protagonista corre automaticamente e o jogador apenas tecla para que o personagem pule. Ele desvia sozinho de pequenos vilões e, quanto mais tempo gasto na pressão na tela, mais forte será o salto. Seis mundos estão disponibilizados, totalizando 24 fases, incluindo casas fantasma e barcos voadores. Importante lembrar que o aplicativo só funciona em modo on-line.

“É um jogo do Mario como qualquer outro, toda a essência foi mantida e a identidade do personagem está respeitada. A fórmula básica está lá: você precisa saltar obstáculos e inimigos, pegar moedas em fases criativas e coloridas e salvar a princesa no final”, avalia o jornalista Nilton Kleina, editor do site TecMundo (www.tecmundo.com.br). 

Pequenos desafios deixam o game mais interessante a cada tentativa. Colecionar moedas especiais e tentar ser o mais rápido possível mantém a diversão característica da franquia. Na disputa com outros competidores, a briga é para conquistar a simpatia dos toads que aparecem para torcer para quem faz a melhor e mais divertida corrida, mesmo que o duelo não seja em tempo real.

Segundo Kleina, o título acrescenta ao universo Mario principalmente por ser o début em outra plataforma. “Isso é importante, porque ele é restrito aos consoles da Nintendo e cada vez mais ela tem se distanciado do mercado brasileiro, exigindo esforço e até mais verba dos fãs para comprar os produtos da marca.”

Um dos pontos de debate quanto a Super Mario Run é seu preço. Gratuito para quem deseja explorar três fases iniciais, acaba sendo necessário desembolsar US$ 9,99 para ter o pacote completo. O mercado de aplicativos é marcado por títulos disponibilizados de graça e chega a assustar o público comum caso, por exemplo, um jogo custe R$ 1,99. A estratégia da Nintendo tem dividido opiniões. “O número de downloads e de dinheiro gasto nesses primeiros dias pode ser um dado enganoso, já que muita gente pode ter baixado ou até comprado ele, mas aí pode enjoar e deixar largado depois de uma semana”, diz Kleina. “O modelo de venda escolhido também é arriscado. Mas com certeza as franquias da Nintendo são famosas a ponto de conseguir manter um mercado – e o público só tem a ganhar com a presença deles nessa área.” 



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