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Publicado em domingo, 29 de janeiro de 2017 às 07:20 Histórico

Reflexo da vida dos jovens

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Problemas típicos do universo dos adolescentes sempre rendem material para histórias cinematográficas. Os anseios de um período recheado de questionamentos e que acabam sendo fundamentais para a formação adulta são capazes de inspirar retratos que marcam diferentes gerações, com alguns personagens e cenas especiais o bastante para definir certos períodos.

A graça do cinema é eternizar momentos com certo toque artístico, seja o início de uma corrida de carros nos anos 1950, as revelações de cinco estudantes durante tarde de sábado de castigo, a inspiração romântica para cantar I Love You Baby diante de parte da escola na escadaria do campo do colégio ou quando grupo de meninas faz confissões e pedidos de desculpas em cerimônia especial de confiança. Conforme as gerações mudam, nova leva de filmes é produzida para que os jovens tenham a sensação de que se veem refletidos nas telonas.

Entre tantas obras fracas e descartáveis que invadem as salas ao longo dos anos, sempre há espaço para projetos recheados de boas ideias. Talvez quem mais tenha realmente entendido esse espírito jovem tenha sido o cineasta norte-americano John Hughes (1950-2009), responsável por clássicos oitentistas como Gatinhas e Gatões, Clube dos Cinco e Curtindo a Vida Adoidado. São títulos que podem parecer um tanto quanto simplórios, mas são capazes de reunir entretenimento, drama e reflexão, elementos comuns ao universo teen.

O mais recente capítulo dessa saga adolescente é Quase 18, com chegada nos cinemas brasileiros marcada para quinta-feira após surpreender a crítica e o público desde sua estreia nos Estados Unidos em novembro. Sem apelar para conteúdo besteirol para explorar os altos e baixos da vivência juvenil, o longa-metragem viaja pela cabeça da solitária Nadine (Hailee Steinfeld, de A Escolha Perfeita 2), que tem o mundo desmoronado quando a única amiga começa a namorar seu irmão mais velho.

É no olhar sem rodeios da diretora Kelly Fremon Craig (também responsável pelo roteiro) que se percebe como a complexidade das pequenas coisas pode ser importante, casos de comparações com os outros a seu redor ou a dificuldade em ver além da gentileza da pessoa ao lado. A protagonista tenta encontrar respostas para o que ocorre em sua vida mesmo que não haja qualquer tipo de auxílio para que seus passos fiquem mais fáceis. Os questionamentos colocam em xeque posições e capacidade de pais, amigos, professores e, no caso de Nadine, de Deus. Uma das poucas certezas é a de que nada cai do céu.

A jornada dramática da nova personagem consegue dialogar com a faixa etária idealizada e pode ajudar em reflexões. São pequenas dicas que surgem no cinema ao longo dos anos.

POPULARES TÍTULOS DO GÊNERO

JUVENTUDE TRANSVIADA (1955). 

O ator James Dean (1931-1955) vive seu maior personagem no cinema como garoto encrenqueiro cuja rivalidade com outro rapaz acaba tragicamente

CLUBE DOS CINCO (1985). 

As revelações feitas por cinco jovens diferentes na detenção motivam um dos maiores clássicos do gênero

10 COISAS QUE EU ODEIO EM VOCÊ (1999). 

Versão adolescente para A Megera Domada, de William Shakespeare, o filme mostra jogo de relações motivado por diferenças entre duas irmãs

EU FICO LOKO (2016). 

Ainda em cartaz, a biografia juvenil do popular youtuber Christian Figueiredo revela as angústias, medos, alegrias e desejos de parte dos adolescentes contemporâneos

QUASE 18. 

Pronto para entrar em cartaz na quinta-feira, o longa acompanha as crises de Nadine (Hailee Steinfeld, de A Escolha Perfeita 2) ao se sentir mais sozinha do que nunca depois que descobre que a melhor amiga está saindo com seu irmão 



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