Na primeira edição do Guia de Escolas, ano passado, cada proposta pedagógica foi detalhada para orientar os pais na escolha da instituição de ensino que melhor corresponde aos anseios de toda a família. Nesta segunda publicação, além de um breve apanhado das teorias tradicional, construtivista, tecnicista, progressista, montessoriana e de Waldorf, o Diário recorreu às mais recentes pesquisas no campo da neurociência para responder a alguns questionamentos que costumam tirar o sono dos casais na hora de eleger a primeira escola de seus filhos.
Afinal, qual a melhor idade para iniciar a vida escolar? Em que momento devo estimular a criança a aprender um segundo idioma? De quê forma posso colaborar com a educação do meu filho para despertar nele o interesse pela leitura ou pela matemática? E até que ponto as novas tecnologias podem servir de aliadas em todo esse processo?
Graças à neurociência, já não é novidade que a alfabetização exerce influência sobre a estrutura funcional do cérebro. Sabe-se que quando a criança se sente segura emocionalmente e, ao mesmo tempo, desafiada a aprender, são registradas alterações físicas e químicas nas conexões dos neurônios – as chamadas sinapses – que facilitam o desenvolvimento de habilidades intelectuais e motoras.
Descobertas como essas fizeram com que a préescola – relegada a segundo plano até poucos anos atrás – fosse elevada ao topo da lista de prioridades dos governos quando o assunto são os investimentos em Educação.
Mas ainda há muito a ser feito pelas instituições e
descoberto pelas pesquisas. As próprias linhas pedagógicas
patinam em meio à variedade de teses, tantas
vezes conflitantes. Longe da pretensão de apontar o
caminho certo, o Diário propõe-se a indicar os
resultados
das pesquisas e os pontos nevrálgicos de cada corrente
que se dedica a interpretá-los. Uma lista com a
relação das principais escolas do Grande ABC completa
a edição, para que os pais se sintam seguros na
hora de matricular os filhos em uma ou outra instituição
de ensino. Boa leitura!